segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

A reinvenção da roda

A NASA reinventou a roda ?

O Glenn Research Center, da agência espacial norte-americana NASA, anunciou a criação de um pneu praticamente indestrutível. É feito de uma liga de titânio e níquel, e tem memória. 
O novo pneu superelástico da NASA é tão revolucionário, que os seus criadores já lhe chamaram a “reinvenção da roda“. Após anos de testes, que incluíram a recente visita de um carro-robô a Marte, o Superelastic Tire foi finalmente apresentado . 

Desde meados da década passada que uma equipa de investigadores da NASA, sob o comando do engenheiro Vivake Asnani, trabalham numa roda de grande durabilidade que os veículos das missões espaciais possam usar. 

Com esta “nova” roda, acabou definitivamente o uso da borracha e de uma câmara de ar como nos pneus clássicos que conhecemos. Em compensação, a malha deste material é extremamente resistente, com uma grande capacidade de adaptação a diferentes terrenos e, principalmente, um grande durabilidade. 

“O resultado é um pneu que pode suportar uma deformação excessiva sem danos permanentes”, explica um porta-voz do Glenn Research Center ao apresentar a invenção. 



Roda em qualquer terreno 

A principal característica do Superelastic Tire é a “memória de formato” da malha metálica, que permite uma adaptação a qualquer tipo de terreno e um posterior retorno ao estado original. É o primeiro pneu verdadeiramente resiliente ao terreno. 

Os testes mostraram que a nova roda pode passar por cima de grandes rochas na estrada, ou num terreno muito arenoso, sem perder tracção. “Estas ligas com memória de formato são capazes de sofrer uma deformação reversível de até 10%”, dizem os cientistas. Outros materiais têm uma capacidade de deformação de 0,3 a 0,5% 

Além disso, o novo produto promete uma melhoria na capacidade de carga de um veículo, e torna também o eixo das rodas mais leve – o que diminui o peso do automóvel, permitindo uma maior economia de combustível. 

Até agora, não há estimativa de quanto poderá custar o novo pneu, pois o protótipo requer adaptações aos veículos existentes. Mas os cientistas consideram que a nova invenção é “uma alternativa viável” aos pneus que usamos – há mais de um século.




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