segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Cientistas testam esfera nuclear que pode revolucionar a energia de fusão

Este mais recente desenvolvimento pode superar a problemática sobre como produzir mais energia do que a que se consome.

A fusão nuclear, a reação que alimenta o Sol, pode ser a chave para a produção de energia limpa e ilimitada. No entanto, até agora os cientistas deparavam-se com uma problemática: como produzir mais energia do que a que se consome. Um novo desenvolvimento vem dar resposta a esta questão. 

Os físicos começaram a testar alguns tipos de novos reatores e perceberam que uma estranha esfera pode ser a chave para gerar mais energia de fusão, já que tem o potencial para superar o dilema de produzir mais e consumir menos. 

A sua particularidade é que combinaria hidrogênio com boro (um elemento químico), em vez de isótopos de hidrogénio como o deutério e o trítio. Além disso, utiliza laseres para aquecer o núcleo até 200 vezes mais do que o centro do Sol. 







E isto não é tudo: este dispositivo não produz neutrões, pelo que não cria nenhum tipo de radioatividade. “Isto coloca o nosso foco acima de todas as outras tecologias de energia de fusão”, destaca Heinrich Hora, investigador da universidade australiana de Nova Gales do Sul, que está à frente deste projeto.

Ao contrário do que acontece com as reações de energia de fissão nuclear, as de fusão combinam os átomos, em vez de os dividir: trata-se de uma metodologia semelhante à que alimenta o Sol.

“Os combustíveis e resíduos são seguros“, insistiu Warren McKenzie, diretor do HB11, companhia que detém a patente desta nova tecnologia. McKenzie acrescentou ainda que o reator não precisará de um “trocador de calor” nem de um “gerador de turbina de vapor”.

Por isso, se as novas investigações confirmarem que não há outro dispositivo melhor para este tipo de desenvolvimentos, o protótipo de reator pode começar a ser construído na próxima década.

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